terça-feira, 3 de outubro de 2017

Segurança é vida



Trabalho exemplar de inteligência evita roubo bilionário em SP




 Governador Alckmin elogia ação que durou três meses e resultou na prisão de 16 criminosos, sem feridos nem disparos de armas de fogo
ter, 03/10/2017 - 12h16 | Do Portal do Governo


Na noite da última segunda-feira (2), a Polícia Civil de São Paulo impediu o que seria o maior roubo a bancos da história e prendeu 16 criminosos envolvidos na ação. O crime poderia resultar em um roubo de R$ 1 bilhão e um túnel de 600 metros já havia sido escavado, com destino ao cofre da base de distribuição do Banco do Brasil, localizado na Zona Sul de São Paulo.

Na manhã desta terça-feira, em coletiva organizada para explicar toda a ação, o governador Geraldo Alckmin esteve presente e elogiou o trabalho realizado pela polícia. “Venho trazer nossa palavra de cumprimentos à Secretaria de Segurança Pública, nossa Polícia Civil, ao DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e toda a equipe que se dedicou a esse trabalho de inteligência”, agradeceu Alckmin.

“Foi um trabalho exemplar de inteligência, tecnologia, antecipando a ação criminosa. Dezesseis presos! Fruto de três meses de trabalho, de análise cuidadosa, bem feita e em sigilo. E a prisão dessa quadrilha, com indícios de envolvimento de outros grandes crimes no Brasil. É um quadrilha altamente especializada… Inclusive a construção de túneis, com quase quatro milhões investidos nessa ação”, detalhou o governador.

Em seguida, o delegado Fábio Pinheiro Lopes, da Delegacia de Roubo a Bancos do Deic, explicou que a investigação teve início há cerca de três meses. “Começou um burburinho de uma ação bilionária em São Paulo. Passamos a determinação para procurar o que iria acontecer e levantamos a quadrilha há três meses. Começamos a monitorar e há um mês identificamos o QG da quadrilha, na Zona Norte. E em 15 dias conseguimos identificar onde seria o túnel”, disse o delegado, explicando que somente o cofre da base de distribuição do Banco do Brasil, em Santo Amaro, armazena essa quantia em São Paulo.


Depois, a Polícia Civil esperou um momento em que os líderes estariam reunidos para efetuar a prisão, que ocorreu sem qualquer disparo de arma de fogo e sem feridos. O delegado Lopes detalhou que o túnel já estava pronto e impressionou todo o trabalho de engenharia envolvido na ação. Havia serralheria, equipamentos de última geração e toda a infraestrutura de trabalho para a realização da obra, que estava perto do fim, tanto que já havia trilhos e dez carrinhos que seriam usados na retirada do dinheiro. Seriam, não fosse a ação da Polícia Civil.

domingo, 10 de setembro de 2017

A população agradece



Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo entregam 112 apartamentos em Paraisópolis
O investimento do Governo do Estado de São Paulo na obra foi de R$ 9,1 milhões. Terreno foi doado pela Prefeitura da capital.
13:43 08/09/2017
De Secretaria Especial de Comunicação








O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de São Paulo, João Doria, entregam nesta sexta-feira (8/9) 112 apartamentos do programa Morar Bem, Viver Melhor para famílias de Paraisópolis, na zona sul da Capital.

As moradias do Conjunto Habitacional Vila Andrade C foram construídas pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), com investimento total de R$ 11,9 milhões (R$ 9,1 milhões da empresa estatal e R$ 2,8 milhões do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento), em terreno da Prefeitura de São Paulo. As famílias foram atendidas pela Prefeitura até a conclusão das obras. Elas foram removidas de áreas de risco, bem como de locais de obras públicas, e inscritas no programa municipal de auxílio-moradia.

O governador falou que esta era apenas uma das parcerias entre Estado e Prefeitura. "Somos parceiros também nas áreas de educação, segurança, mobilidade, saúde, saneamento, combate a enchentes e assistência social", informou Alckmin.

As novas habitações estão distribuídas em quatro blocos com sete pavimentos e têm 43,36m², com dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro. As unidades contam com piso cerâmico em todos os cômodos, esquadrias de ferro com pintura eletrostática, corrimãos e barras de apoio para pessoas com deficiência, além de sanitários adaptados, revestimentos em gesso com pintura látex e aquecedores a gás.


O residencial tem infraestrutura completa, com redes de água, esgoto, elétrica e gás encanado, iluminação pública, sistema viário, drenagem, pavimentação, áreas verdes e de lazer, acessos por passarelas, rampas, escadas e medição individualizada de água.
"Queria saudar os futuros moradores e dizer que vamos, com a ajuda da comunidade, fazer a Paraisópolis Linda, que é um objetivo da Prefeitura e do Governo do Estado", disse o prefeito João Doria, destacando que quatro unidades do novo conjunto habitacional são adaptadas para pessoas com deficiência.

Neste empreendimento, foram atendidas famílias com renda entre um e dez salários mínimos, priorizando as que recebem até três. Outros requisitos para participar do programa foram morar ou trabalhar no município há pelo menos cinco anos, não ser proprietário de imóvel e não ter financiamento habitacional.

De acordo com estudo realizado pela CDHU, são criados 14,5 empregos diretos a cada R$ 1 milhão investido em construção residencial, o que equivale a 172 empregos diretos criados pela obra de todo o conjunto.

Desde 2011, a Região Metropolitana recebeu 31.093 moradias populares, por meio da CDHU e do programa Casa Paulista. Além disso, 24.283 unidades estão em obras na região.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Habitação, entregou 1.470 moradias na capital este ano e viabilizou áreas e aporte financeiro para construção de outras 12.950.

Urbanização - A CDHU já entregou 944 unidades habitacionais em Paraisópolis, nos empreendimentos Vila Andrade B (172), Vila Andrade C (112), Vila Andrade D (56), Vila Andrade G (116), o Campo Limpo G2 (56), o Campo Limpo N (107), o Campo Limpo I (278), entregue em 2008, e mais 47 cartas de crédito.

O valor total do convênio em Paraisópolis é de R$ 80 milhões, com R$ 56 milhões do PAC e R$ 24 milhões da CDHU. Paraisópolis é considerada a segunda maior favela paulistana, com cerca de 60 mil pessoas, e está localizada em uma área de 990 mil m² na região do Campo Limpo.

Morar Bem, Viver Melhor - O Morar Bem, Viver Melhor é a Política Habitacional do Estado de São Paulo. Reúne todas as ações e investimentos da Secretaria de Estado da Habitação, como infraestrutura, urbanização, requalificação, acessibilidade, qualidade das construções e equipamentos, cuidados com o meio ambiente, inovações e qualidade de vida para as famílias atendidas.

sábado, 29 de julho de 2017

São Paulo, terra da produção



Conheça 10 museus paulistas tombados pelo patrimônio histórico
Equipamentos do Estado preservam bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e até afetivo; conheça a história de cada um
sáb, 29/07/2017 - 15h01 | Do Portal do Governo









Muita gente já ouviu o termo, mas nem todo mundo sabe realmente o que significa. Mas não, um bem material ou imaterial tombado pelo patrimônio histórico não é um imóvel que tenha sua estrutura física ameaçada, como alguns podem imaginar. Pelo contrário.

O tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público, com o objetivo de preservar para a população, por meio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e até afetivo. A intenção é impedir que sejam destruídos ou descaracterizados.

O órgão responsável por esse processo é o CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, formado por representantes de diversas entidades (secretarias estaduais, entidades de classe e universidades), que se reúnem periodicamente para deliberar sobre os pedidos relativos ao patrimônio cultural do Estado de São Paulo.

Segundo a Constituição Federal, no artigo 216, “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”.

Além de imóveis, o tombamento se aplica a áreas urbanas, como centros históricos ou bairros, áreas naturais e inclusive bens móveis, como coleções de arte ou objetos representativos de um acontecimento histórico. Qualquer pessoa (física e jurídica) pode pedir a abertura de estudo de tombamento de um bem.

O processo se inicia com a solicitação do interessado, que deverá ser bem justificada e documentada. A proposta é então encaminhada ao corpo técnico, que dará um parecer sobre o assunto.  Após análise do processo por um Conselheiro Relator e pelo Conselho, é decidida a abertura ou não do processo de estudo de tombamento.

Se os pareceres forem favoráveis, abre-se o processo de estudo de tombamento, que assegura a preservação do bem até decisão final. O proprietário, nesse momento, já é notificado. A última etapa é a efetivação do tombamento, que acontece por meio de uma resolução do Secretário da Cultura, publicada no Diário Oficial do Estado. Depois, o bem é inscrito no respectivo livro do tombo.

Entre os bens tombados pelo patrimônio histórico em São Paulo estão alguns dos principais museus do Estado. Confira a lista abaixo e entenda porque eles ganharam essa classificação. Depois, prepare seu roteiro e planeje as visitas, com a certeza que eles estarão sempre preservados com suas características originais.

1. Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, ocupa um dos últimos casarões remanescentes da época de ouro do café na Avenida Paulista. Um refúgio onde toda a expressão poética encontra seu espaço.

2. Memorial da Resistência (Antigo DEOPS) – Vinculado à Pinacoteca do Estado, está localizado no piso térreo do edifício que abriga também a Estação Pinacoteca. Durante o período da Ditadura Militar no Brasil, o prédio abrigou o DOPS – Departamento Estadual de Ordem e Política Social por quase meio século, e era utilizado como local de reclusão de presos políticos.

3. Museu Catavento (antigo Palácio das Indústrias) – O Palácio das Indústrias, nome do prédio onde está instalado o Museu Catavento, foi construído durante 13 anos, entre 1911 e 1924, quando São Paulo tinha apenas cerca de 100 mil habitantes. O prédio em si é uma grande apologia dessa grandeza econômica e política que São Paulo representava na época.

4. Museu da Língua Portuguesa (Estação da Luz) – A Estação da Luz, tombada pelo CONDEPHAAT, continua exercendo a função original de entroncamento ferroviário e também abriga o Museu da Língua Portuguesa e uma estação de Metrô. As instalações do MLP foram atingidas por um incêndio de grandes proporções em dezembro de 2015, ocasionando o fechamento do espaço para a visitação. As obras têm previsão de conclusão até março de 2019.

5. Pinacoteca – O mais antigo museu de São Paulo foi criado em 1905, em um projeto idealizado por Ramos de Azevedo, e possui uma vasta coleção de obras brasileiras dos séculos 19 ao 21. A história da Pinacoteca do Estado de São Paulo se confunde com a do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (Laosp), criado em 1873 por Leôncio de Carvalho.

6. Museu da Imigração (antiga Hospedaria dos Imigrantes) e seu acervo arquivístico – Sediado no edifício da antiga Hospedaria do Brás, um patrimônio público e importante ícone da história do Estado e da cidade de São Paulo, o Museu busca compreender e refletir o processo migratório brasileiro a partir da história das 2,5 milhões de pessoas, de mais de 70 nacionalidades, que passaram pelo prédio entre os anos de 1887 e 1978.
7. Museu do Café (antiga Bolsa do Café) – Instalado no edifício da antiga Bolsa Oficial de Café, onde até 1957 aconteciam as negociações do produto, o local conta a história do café no país e como ela se mistura à própria cultura brasileira, além do desenvolvimento político, econômico e cultural do país, relação que começou em meados do século XVIII e que se mantém forte até hoje.

8. Museu Casa de Portinari – Localizado em Brodowski, a 343 km da capital, tem como principal objetivo preservar a memória e difundir a história do pintor Cândido Portinari. Foi no imóvel, inaugurado em 1970, que Portinari viveu durante toda a infância e parte da adolescência. Seus cômodos e anexos contam a história do artista e guardam suas obras, além de desenhos, estudos, objetos pessoais e profissionais, utensílios, móveis e documentos.

9. Oficinas de Cultura Casa Mário de Andrade e Oswald de Andrade – Inaugurada em agosto de 1990, no bairro da Barra Funda, o endereço abriga a antiga casa do escritor e intelectual Mário de Andrade, um dos principais ideólogos do movimento modernista e da Semana de Arte Moderna, em 1922. É uma oficina temática, com programação voltada para áreas específicas do texto e da literatura.

10. Acervo do Museu de Arte Sacra – Está instalado no Mosteiro da Luz, que data de pelo menos 1583, quando se tem notícia de uma ermida (pequena capela) nos Campos do Guarepe, atual Avenida Tiradentes, no coração da cidade de São Paulo. O Mosteiro da Luz é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, e abriga a Ordem das Irmãs Concepcionistas, que vivem em clausura no andar superior.